Bursite do Cotovelo

By dev7.md 8 meses ago
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A Bursa é um uma pequena bolsa de líquido que protege as estruturas musculoesqueléticas de rasparem uma nas outras. Elas se localizam entre músculos, músculos e tendão e entre tecido e o osso. Existem mais de 150 bursas ao redor do corpo. Geralmente ela é bem fininha.
Existem diversas bursas ao redor do cotovelo, sendo divididas entre superficiais e profundas.
Superficiais: olécrano (mais comum), epicôndilo lateral e epicôndilo medial.
Profundas: bursa biciptal
As causas podem ser traumáticas (sobreuso ou impacto), inflamatória (AR e gota), infecciosa e em pacientes com diálise
Podem ter doenças associadas: artrite reumatoide, gota, condrocalcinose, sinovite vilonodular.

Bursite do Cotovelo

Bursite do Cotovelo

Vamos dividir nas 3 principais queixas em relação a bursite:

1. Bursite olecraniana:

Incidência é incerta, porém é comum na população. Antigamente era conhecida como doença do estudante ou do minerador, por ter traumas repetitivos nessa região do cotovelo.
Quadro clínico: geralmente é um abaulamento na região posterior do cotovelo, sem perda de  movimentação e é indolor. Se for dolorosa tem que tomar cuidado com infecção ou por depósito de cristais.

Bursite do Cotovelo

Exames de imagem:
– Radiografia: pode evidenciar osteófito do olécrano
– Ultra-sonografia/Ressonância magnética: acúmulo de líquido dentro da Bursa olecraniana

Bursite do Cotovelo Bursite do CotoveloBursite do Cotovelo

Tratamento:
– Tratar a doença sistêmica ou inflamatória
– Repouso
– Gelo
– Anti-inflamatório
A Aspiração com ou sem infiltração de corticóide pode ser realizada, principalmente se for aguda e relacionada a trauma. A infiltração de corticóide deve ser individualizada, pois existe um pequeno risco de infecção e atrofia subdérmica.
Nos casos crônicos pode ser realizado a ressecção da Bursa e do osteófito se presente.
Complicações: deiscência, seroma, fístula crônica e recidiva.

2. Bursite do bíceps

A Bursa do bíceps é a segunda mais comum.
Geralmente está envolvida na ruptura parcial do bíceps.
Quadro clínico: edema ou inchaço na região da fossa cubital e estalidos/crepitação com a movimentação de prono-supinação do cotovelo. Na bursite biciptal é mais comum ter a piora dos sintomas com a movimentação de supinação.
Exames de imagem:
– radiografia não evidenncia alterações
– USG: acúmulo de líquido na Bursa
– Ressonância magnética: exame que melhor evidencia o líquido na Bursa
O tratamento geralmente é conservador com mudança de atividade, repouso, gelo e anti-inflamatório.

3. Bursite infecciosa

Em torno de 20% das causas de bursite são infecciosas.
O quadro clínico evidencia edema, febre e celulite parabursal. A pele fica mais quente em relação ao lado contra-lateral. Pode ter dor com a flexo-extensão do cotovelo.
A bactéria mais comum é S. Aureus ou outro gram +. Ela raramente causa osteomielite (infecção do osso)
Geralmente o diagnóstico é clínico. É difícil diferenciar uma bursite infectada da não infectada. Não existe nenhum teste diagnóstico padrão-ouro. O que guia o tratamento é o conjunto dos sinais e sintomas.
Pode ser realizado uma punção com avaliação do líquido aspirado.
O tratamento geralmente é realizado com aspiração/drenagem com associação com antibiótico. Nos casos mais leves e com poucas comorbidades pode ser realizado com antibiótico por via oral.
Nos casos mais graves, bastante sintomáticos e com múltiplas comorbidades geralmente o tratamento requer internação hospitalar e antibiótico via endovenosa.
Raramente o tratamente é cirúrgico, porém quando indicado pode ser realizado limpeza, ressecção da Bursa (aberta ou endoscópica) e uso de antibiótico.
Não existe um tempo correto do uso de antibiótico, geralmente é até a melhora da infecção.

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  Cotovelo, Patologias do cotovelo
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