Epicondilite lateral

By dev7.md 8 meses ago
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A epicondilite lateral é a dor mais comum no cotovelo do adulto, afetando cerca de 1-3% da população, principalmente entre 30-50 anos. Acomete igualmente homens e mulheres, principalmente o lado dominante. Antigamente era chamada de cotovelo do tenista, porém é muito mais comum em indivíduos não atletas/atletas amadores.

Epicondilite

Os fatores de risco são movimentos que colocam em risco a musculatura extensora do cotovelo, como bater de backhand no tênis, apertar parafuso com chave de fenda ou torcer um pano. Esses movimentos repetitivos ou um trauma vão gerar uma lesão na musculatura lateral do cotovelo, principalmente o músculo extensor radial curto do carpo e extensor comum dos dedos. Há algumas ocupações de risco, como pintor, carpinteiro, mecânicos e cozinheiros.

O ponto de dor mais comum é cerca de 5mm distal e anterior ao ponto médio do epicôndilo lateral. Piora com alguns tipos de atividades com andar de moto, digitar, apertar as mãos, levantar objetos pesados e até mesmo escovar os dentes. Pode também apresentar inchaço na região lateral do cotovelo.

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No quadro agudo a dor piora com a atividade e melhora ao repouso. No quadro crônico a dor pode ser contínua, limitando as atividades de vida diária e atrapalhando inclusive o sono.

O diagnóstico é clínico, ou seja, não precisa de nenhum exame de imagem. Nos casos crônicos, sem melhora com o tratamento conservador podemos realizar alguns exames:

  • Radiografia: geralmente normal. Pode mostrar calcificações na região do epicôndilo, o que está mais associado a lesões com maior duração.
  • Ultrassonografia: mostra espessamento dos tendões extensores
  • Ressonância Magnética: mostra espessamento e aumento do sinal dos tendões acometidos

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Diagnóstico diferencial: radiculopatia cervical, osteocondrite dissecante, instabilidade do cotovelo, plica sinovial e síndrome do túnel radial

Tratamento:

  • Repouso, gelo, analgésico e fisioterapia.
  • Alongamento
  •  Modificação de atividade

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A boa notícia é que é uma doença auto-limitada, geralmente durante de 6-12 meses, desde que realizado o tratamento correto. O tratamento mais importante é o repouso e evitar atividades que piorem a dor. Nos casos com muita dor aguda pode realizar imobilização por 7-10 dias.

Atualmente como a prática de atividade física é cada vez mais comum, as vezes a vontade de progredir rapidamente causa alguma lesão. Caso sinta dor é necessário revisar o movimento do esporte,  equipamento e ritmo de treino.

Existem outra formas de tratamento mais invasivos, que devem ser discutidos com o seu médico:

  • Ondas de choque
  • Infiltração: ácido hialurônico, corticóide e Plasma rico em plaquetas (PRP)

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O tratamento cirúrgico é indicado após a falha do tratamento conservador por 6 meses. Sucesso em até 90% dos casos. Pode ser realizado de maneira aberta ou artroscópica. Nesse tratamento é ressecado o tendão doente.

Vantagem da artroscopia: resultados semelhantes ao procedimento aberto sem sacrificar a origem dos extensores comuns, avalia outras patologias intra-articulares, reabilitação precoce e retorno precoce ao trabalho

A reabilitação pós-operatória varia de acordo com a técnica realizada. Geralmente é utilizado um enfaixamento ou uma tala gessada por 1-2 semanas e após é iniciado um fortalecimento. O retorno ao esporte geralmente é após 3 meses.

Categories:
  Cotovelo, Patologias do cotovelo
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