Fratura do olécrano

By thiago.md 7 meses ago
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As fraturas do olécrano são comuns e representam cerca de 10% das fraturas do cotovelo do adulto. Podem ser causadas por um trauma direto (+ comuns) ou por um trauma indireto (queda sobre a mão espalmada).
Ao exame físico é possível sentir estalidos com a movimentação e algumas vezes palpar um “gap”. É importante avaliar se não tem ferimento na pele e a capacidade de estender o cotovelo, já que se for incapaz sugere descontinuidade do tríceps ou fratura.
O exame de imagem necessário para o diagnóstico é a radiografia de frente e perfil. Na radiografia conseguimos avaliar lesões associadas como fratura do coronóide e fratura da cabeça do rádio, que podem mudar o planejamento cirúrgico. Raros casos são necessários realizar uma tomografia para avaliar fraturas complexas ou outros exames como RNM ou USG para avaliar lesões tendíneas ou ligamentares.

As fraturas de olécrano podem ser divididas em 2 grandes grupos.

  • Grupo 1: As fraturas sem desvio/desvio < 2mm são geralmente de tratamento conservador. É mantido uma tala axilopalmar por 2 a 3 semanas. Após esse tempo é liberada a flexo-extensão passiva. Após 6 semanas é liberado o arco de movimento ativo e o fortalecimento é iniciado após 12 semanas. Outro grupo de pacientes que pode ser realizado o tratamento conservador, embora controverso, são os idosos de baixa demanda com múltiplas comorbidades.
  • Grupo 2: As fraturas com desvio, são as fraturas mais comuns, e o tratamento geralmente é cirúrgico. O tipo de técnica utilizada varia de acordo com o padrão da fratura e qualidade óssea. Pode ser realizado uma banda de tensão, placa e parafusos, haste intramedular e até mesmo a ressecção do fragmento e reinserção do tríceps.

 

 

O protocolo de reabilitação depende da técnica utilizada, geralmente utiliza-se uma tipóia até a retirada dos pontos. Evitar extensão ativa por 6 semanas. Após esse período inicia-se o fortalecimento.
Complicações: infelizmente existe uma pequena chance de complicação, como em qualquer tipo de cirurgia. Risco anestésico, infecção, problemas com a ferida operatória, perda de arco de movimento (é mais comum a perda de alguns graus de extensão), parestesia do nervo ulnar, artrose, pseudartrose e implante proeminente (complicação + comum).

Dúvidas comuns

Sempre é necessário retirar os implantes?

Normalmente retiramos o implante somente se ocorrer algum tipo de complicação, como infecção, lesão neurovascular ou se o implante gerar algum incômodo na pele. O ideal é esperar pelo menos de 1-2 anos para diminuir o risco de re-fratura.

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  Cotovelo, Fraturas
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