Epicondilite Medial

By dev7.md 8 meses ago
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A epicondilite medial é a doença mais comum que causa dor na região de dentro do cotovelo, onde estão localizados a musculatura  flexo-pronadora. Também é conhecida como epicondilite do golfista. A dor geralmente é semelhante da epicondilite lateral, porém é menos comum, sendo responsável por 15-20% das epicondilites.

Apresenta uma incidência de 1% da população, com pico entre a 4-6a década de vida, afetando igualmente homens e mulheres e é mais comum do lado dominante (60%). A sua incidência aumenta em alguns tipos de trabalho, principalmente em trabalhos com preensão palmar forçada, com carga acima de 20 kg ou exposição a forças vibratórias no cotovelo. Os fatores de risco são: tabagismo, obesidade e esforço repetitivo.Epicondilite Medial

Epicondilite Medial
Epicondilite Medial

Geralmente é mantido o arco de movimento do cotovelo, porém apresenta dor a palpação da região logo distal e anterior do epicôndilo medial. A dor piora com pronação, flexão do punho e preensão palmar forçada. Pode ocorrer o acometimento do nervo ulnar, sendo associado a pior prognóstico.

O diagnóstico é clínico,  baseado na história e exame físico.

Exames:

– Radiografia: geralmente é normal, podendo evidenciar esporão de tração medial e calcificação do ligamento colateral medial em até 20% dos casos, porém sem relação com o prognóstico. Geralmente o Rx é utilizado para excluir outras causas de dor no cotovelo.

– Ultra-sonografia: é um bom exame para diagnóstico, evidenciando área hipoecogênicas na região da inserção da massa flexo-pronadora com espessamento ou lesão parcial/total.

– Ressonância magnética: geralmentne utilizado para casos refratários.

– A eletroneuromiografia é útil para avaliar a neuropatia compressiva do nervo ulnar

O tratamento conservador é a primeira linha de tratamento, com sucesso de até 90%. Pode ser realizado modificação das atividades, medicação anti-inflamatória oral/tópica, repouso, imobilização, infiltração e fisioterapia. Se apresentar neuropatia do ulnar, evitar flexão do cotovelo repetitiva ou prolongada e utilizar tala em extensão noturna.

Epicondilite

Na falha do tratamento conservador após 6 meses ou progressão da neuropatia do nervo ulnar a cirurgia consiste na excisão do tecido lesado na região flexo-pronadora e reparação do defeito. Devemos descomprimir e transpor o nervo ulnar nos pacientes com sintomas pré-operatórios. Também pode ser realizado epicondilectomia parcial nos casos mais graves.

A expectativa de retorno ao trabalho é de 3-6 meses de pós-operatório, após o retorno total da força do membro operado.

As complicações pós-operatórias consistem na lesão do nervo ulnar, lesão do nervo cutâneo medial do antebraço, instabilidade do cotovelo e manutenção da dor (geralmente se resolve em até 2 anos).

Categories:
  Cotovelo, Informações uteis aos pacientes, Patologias do cotovelo
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