Capsulite Adesiva

By thiago.md 6 meses ago
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A capsulite adesiva ou ombro congelado é uma doença que acomete a cápsula do ombro, causando a sua contratura e diminuição do volume líquido intra-articular. Ela pode ser idiopática, ou seja, sem causa definida ou ser secundária a alguma lesão como fratura/cirurgia do ombro ou próxima ao ombro ou até mesmo pós-radioterapia por câncer de mama.

Acomete em torno de 2% da população, sendo mais comum entre as mulheres de 40-70 anos. Geralmente é unilateral, comprometendo os 2 ombros em 20-30% dos casos. Raramente é recorrente no mesmo ombro.

O principal fator de risco é a imobilização prolongada, devido a trauma ou qualquer dor no ombro. Outros fatores de risco muito importantes são alterações endócrinas, principalmente diabetes de longa data em uso de insulina.

O quadro clínico é dor no ombro associado com diminuição da movimentação ativa e passiva do ombro, com piora da dor no período da noite e ao deitar sobre o ombro. Os principais movimentos dolorosos são de rotação interna do ombro (mulheres tem dificuldade para abotoar o sutien e os homens tem dificuldade para pegar a carteira) e flexão.

Ela segue algumas fases:

Dolorosa: pode durar algumas semanas a meses
Congelamento: pode durar de 4-12 meses
Descongelamento: pode durar alguns meses. A medida que a movimentação do ombro aumenta a dor diminui.
O diagnóstico é clínico, ou seja, não precisa de nenhum exame para confirmar o diagnóstico. Geralmente precisa ter um ombro doloroso rígido por pelo menos 4 semanas, com restrição dolorosa da ADM passiva e ativa com elevação abaixo de 100o e restrição de rotação externa > 50%.

A radiografia pode mostrar uma osteopenia difusa nos casos crônicos. A ressonância magnética pode ajudar a evidenciar uma sinovite e cápsula contraturada, no recesso axilar. Os exames de imagem servem principalmente para excluir outras patologias como osteoartrose, tendinite calcárea e lesão do manguito rotador.

O tratamento inicial é conservador: fisioterapia para manter arco de movimento, anti-inflamatórios, analgésico e acupuntura. Com esse tratamento obtém-se melhora de até 90% da dor e arco de movimento.

Caso não seja obtido a melhora temos que individualizar cada caso. Uma boa conserva com o seu médico deverá ser realizada. Podemos realizar diversas formas de tratamentos invasivos, geralmente indo do de menor agressividade para o mais agressivo. Pode ser realizado bloqueio do nervo supra-escapular seriado, distensão capsular sob anestesia, manipulação sob anestesia e liberação artroscópica/aberta.

No pós-operatório devemos manter um tratamento com fisioterapia adequada.
Riscos de tratamento invasivo: fratura, lesão neurovascular, recorrência e instabilidade.

Categories:
  Ombro, Patologias do ombro
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