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Artroscopia do ombro

A artroscopia do ombro é um procedimento minimamente invasivo em que se possibilita o diagnóstico e tratamento de diversas patologias, como lesões do manguito rotador, instabilidade, impacto subacromial, artrose acrômioclavicular, SLAP, entre outros.

Nesse procedimento é colocado 1 câmera e pinças dentro do ombro através de pequenas incisões na pele, para visualização das lesões como um todo e realização de seu reparo com pontos, âncoras e debridamento ósseo e de partes moles.

As vantagens em relação a cirurgia aberta: permite a visualização das lesões como um todo, menores incisões, recuperação mais rápida e menores dores no pós-operatório.

Os riscos e complicações são os mesmos de todas as cirurgias: risco anestésico, risco de lesão neurológica, vascular, infecções e dor crônica.

Contra-indicações: infecção local na pele e contra-indicações do paciente

Período de internação: normalmente são 1-2 diárias no hospital, ou seja, o paciente pode ter alta no mesmo dia, desde que a cirurgia ocorra tudo bem.

Retorno ao trabalho: depende do tipo de cirurgia e o trabalho realizado pelo paciente. Desde que possa trabalhar de tipóia pode retornar ao trabalho na mesma semana.

Sempre existe um pequeno risco da cirurgia artroscópica ser convertida para o procedimento aberto, caso tenha alguma dificuldade para a visualização.

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Capsulite Adesiva

A capsulite adesiva ou ombro congelado é uma doença que acomete a cápsula do ombro, causando a sua contratura e diminuição do volume líquido intra-articular. Ela pode ser idiopática, ou seja, sem causa definida ou ser secundária a alguma lesão como fratura/cirurgia do ombro ou próxima ao ombro ou até mesmo pós-radioterapia por câncer de mama.

Acomete em torno de 2% da população, sendo mais comum entre as mulheres de 40-70 anos. Geralmente é unilateral, comprometendo os 2 ombros em 20-30% dos casos. Raramente é recorrente no mesmo ombro.

O principal fator de risco é a imobilização prolongada, devido a trauma ou qualquer dor no ombro. Outros fatores de risco muito importantes são alterações endócrinas, principalmente diabetes de longa data em uso de insulina.

O quadro clínico é dor no ombro associado com diminuição da movimentação ativa e passiva do ombro, com piora da dor no período da noite e ao deitar sobre o ombro. Os principais movimentos dolorosos são de rotação interna do ombro (mulheres tem dificuldade para abotoar o sutien e os homens tem dificuldade para pegar a carteira) e flexão.

Ela segue algumas fases:

  •  Dolorosa: pode durar algumas semanas a meses
  • Congelamento: pode durar de 4-12 meses
  • Descongelamento: pode durar alguns meses. A medida que a movimentação do ombro aumenta a dor diminui.

O diagnóstico é clínico, ou seja, não precisa de nenhum exame para confirmar o diagnóstico. Geralmente precisa ter um ombro doloroso rígido por pelo menos 4 semanas, com restrição dolorosa da ADM passiva e ativa com elevação abaixo de 100o e restrição de rotação externa > 50%.

A radiografia pode mostrar uma osteopenia difusa nos casos crônicos. A ressonância magnética pode ajudar a evidenciar uma sinovite e cápsula contraturada, no recesso axilar. Os exames de imagem servem principalmente para excluir outras patologias como osteoartrose, tendinite calcárea e lesão do manguito rotador.

O tratamento inicial é conservador: fisioterapia para manter arco de movimento, anti-inflamatórios, analgésico e acupuntura. Com esse tratamento obtém-se melhora de até 90% da dor e arco de movimento.

Caso não seja obtido a melhora temos que individualizar cada caso. Uma boa conserva com o seu médico deverá ser realizada. Podemos realizar diversas formas de tratamentos invasivos, geralmente indo do de menor agressividade para o mais agressivo. Pode ser realizado bloqueio do nervo supra-escapular seriado, distensão capsular sob anestesia, manipulação sob anestesia e liberação artroscópica/aberta.

No pós-operatório devemos manter um tratamento com fisioterapia adequada.
Riscos de tratamento invasivo: fratura, lesão neurovascular, recorrência e instabilidade.

Tendinite Calcárea

É uma patologia dolorosa do ombro, na qual os tendões do manguito rotador são infiltrados por depósitos de cálcio. O tendão mais acometido é o supra-espinal, seguido pelo infra-espinal, subescapular e redondo menor.

Esse distúrbio acomete cerca de 10% da população, principalmente as mulheres, entre 30-60 anos. O lado mais acometido é o direito e em 10% dos casos é bilateral.

A causa dessa patologia ainda é desconhecida, sugere-se uma causa vascular.

A boa notícia é que essa doença geralmente é auto-limitada, ou seja, se resolve com o tempo. Normalmente ela segue um curso definido, determinado por Sarkar e Uhthoff:

  • Fase 1: Pré-calcificação (assintomático)
  • Fase 2: Calcificação
    • Fase de Formação: depósito de cálcio parece um pó de giz.
    • Fase de Repouso: depósito de cálcio bem delimitado. Pouca dor.
    • Fase de Reabsorção: Depósito de cálcio = pasta de dente. Período extremamente doloroso.
  • Fase 3: Pós-calcificação. Tecido de granulação é substituído por colágeno. Dor desaparece.

Geralmente essa doença não causa muita dor no ombro, exceto na fase de reabsorção que é extremamente dolorosa e dá limitação da movimentação do ombro. Nas outras fases pode dar uma sensação que tem alguma coisa batendo dentro do ombro (sintomas de impacto).

Diagnóstico: pode ser confirmado com o RX, ultra-sonografia ou ressonância magnética.

 

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